Como substituir o whey protein na prática: equivalência de 23g + melhores opções
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Você já se perguntou: “Se eu não quiser tomar whey protein ou caso tenha acabado, quanta comida preciso comer para obter a mesma quantidade de proteína (≈ 23 g)?” Neste post vamos responder isso: mostraremos alimentos comuns (origem animal e vegetal) e as quantidades necessárias para atingir cerca de 23 g de proteína. Também falaremos de qualidade proteica, biodisponibilidade e dicas práticas.
Mas existe um ponto importante que muitas pessoas não consideram: nem toda fonte de proteína gera o mesmo resultado na prática. A quantidade é apenas uma parte da equação — fatores como absorção, praticidade e objetivo (hipertrofia, emagrecimento ou manutenção) também influenciam diretamente.

Por que usar “23 g de proteína” como referência?
- A maioria dos suplementos de whey traz doses padrão com em torno de 20 a 25 g de proteína por porção — 23 g é um valor representativo médio.
- Esse montante já é considerado uma boa dose para “reforçar” uma dieta, principalmente em indivíduos ativos.
- Comparar alimentos com esse “benchmark” ajuda a visualizar o quanto precisa comer, e quais escolhas são mais eficientes.
Qualidade da proteína: digestibilidade, valor biológico e absorção
Antes de partir para as quantidades, vale destacar:
- Nem toda proteína é “igual”: proteínas animais geralmente têm maior digestibilidade e perfil completo de aminoácidos essenciais.
- Por exemplo, o whey tem alto valor biológico, o que o torna muito eficiente como fonte proteica.
- Proteínas vegetais podem precisar ser combinadas (legumes + cereais, por exemplo) para garantir que todos os aminoácidos essenciais estejam presentes em boas proporções.
- A forma de preparação (cozimento, temperatura alta, tempo) também pode degradar um pouco o teor proteico utilizável.
Com isso em mente, as quantidades que vamos indicar são estimativas — variam conforme variedade, método de preparo e qualidade do alimento.
Fontes animais: quanto consumir para atingir 23g de proteína
Aqui estão algumas estimativas, com base em tabelas de composição de alimentos:
| Alimento | Proteína (g por 100 g aprox.) | Quantidade necessária para ~ 23 g de proteína |
| Peito de frango sem pele | ~ 22 – 25 g | ~ 90 – 105 g |
| Carne bovina magra | ~ 20 – 25 g | ~ 100 – 115 g |
| Peixe (salmão, atum, tilápia etc.) | ~ 20 – 25 g | ~ 100 – 115 g |
| Ovos inteiros | ~ 6 g por ovo grande | ~ 4 ovos grandes |
| Queijo mussarela | ~ 7 g por 25 g | ~ 85 g |
* Valores aproximados – há variações entre fontes e métodos de preparo.

Fontes vegetais: por que exigem maior quantidade
Proteínas vegetais geralmente têm menor densidade proteica, então as quantidades necessárias costumam ser bem maior e acaba se tendo uma dificuldade. Na prática, o que se observa é que muitas pessoas subestimam o volume necessário de alimentos para atingir a mesma quantidade de proteína do whey, o que pode dificultar a consistência da dieta. Aqui vão alguns exemplos:
- Quinoa cozida: ~ 4 a 5 g de proteína por 100 g. Para 23g, você precisaria consumir ~ 500 a 600 g de quinoa (cozida).
- Lentilhas cozidas: ~ 9 g de proteína por 100 g. Logo, precisaria ~ 250 a 260 g de lentilhas cozidas.
- Feijão ou grão-de-bico: ~ 4 a 5 g de proteína por 100g (cozidos). Então precisaria ~ 500 a 600 g.
- Tofu firme: ~ 7-8 g de proteína por 100 g. Para 23g, precisa ~ 320 a 380 g.
Esses exemplos mostram que, em dietas predominantemente vegetais, atingir quantidades altas de proteína exige volume maior de alimento ou uso de alimentos concentrados. Nessas dietas, o whey protein sem origem animal acaba sendo bastante usado.
Na prática, quem segue uma alimentação baseada em vegetais percebe que atingir metas proteicas exige maior volume de comida e também planejamento. Combinar diferentes fontes (como leguminosas e cereais) é fundamental para melhorar o perfil de aminoácidos e tornar a ingestão mais eficiente.

Tabela:
*Esses valores alinham-se com tabelas de nutrição: por exemplo, em listas de alimentos, carnes cozidas 85 g (≈ 3 oz) frequentemente fornecem ~ 22-26 g de proteína. (ver fonte: tabelas de proteína de alimentos)
Substituir whey por comida: impacto no volume e nas calorias – Comparativo prático: o “custo calórico” de alcançar 23g via alimentos
Quando substituímos o “whey” por comida inteira, há implicações:
- Alimentos “inteiros” contêm carboidratos, gorduras e água, o que aumenta volume e calorias totais.
- Para atingir 23 g via frango ou carne, o “custo calórico” costuma ser razoável e eficiente.
- Para atingir 23 g via quinoa ou lentilha, além de comer muito mais volume, você ingere também muitos carboidratos e fibras, o que pode “diluir” o objetivo proteico puro.
Por isso, muitas pessoas combinam suplementação com alimentos “reais”: usar whey ou proteína concentrada como complemento para “preenchimento” e facilitar alcançar metas proteicas.
–> Esse é um dos principais motivos pelos quais muitas pessoas têm dificuldade em bater a meta de proteína apenas com alimentos: o volume necessário pode ser alto, o que impacta diretamente na saciedade e na ingestão calórica total ao longo do dia.
Alimentos com maior concentração de proteína (por 100g)
Confira os alimentos que entregam o maior punch proteico por porção, sendo ideais para quem tem metas altas. Importante sinalizar que aqui não estamos considerando calorias e sim, somente concentração de proteína.
- Espirulina (57,5g): Uma alga superconcentrada, ótima para shakes ou adicionada a preparações.
- Soja torrada (43,3g): O grão de soja, quando seco e torrado, concentra muito nutriente.
- Queijo parmesão ralado (41,6g): Altíssima concentração, mas lembre-se que é rico em sódio e gordura.
- Vitela magra (36,7g): Uma carne vermelha de corte magro.
- Paleta de cordeiro assada (35,5g): Excelente opção de carne.
- Carne Patinho (34,2g): Excelente opção de carne.
- Filé mignon bovino (37,7): Excelente opção de carne.
- Lombo suíno grelhado/assado (35,6g): Excelente opção de carne.
- Pernil assado (32g): Excelente opção de carne.
- Peito de frango (31,8g): Um clássico, magro e versátil para todas as receitas.
- Muçarela (31,7g): Uma forma de ter proteína de lácteo com menos gordura.
- Bistecas suínas magras (31,0g): Cortes magros de porco são ótimas fontes e saborosas.
- Costela suína assada (30,1g): Excelente opção de carne.
- Maminha (30,6g): Excelente opção de carne.
- Alcatra bovina (30,4g): Excelente opção de carne.
- Atum (29,9g): Rápido, prático e uma excelente fonte de proteína, seja enlatado (preferencialmente em água ou azeite de qualidade) ou fresco.
- Sementes de abóbora (29,8g): As sementes são potências nutricionais.
- Sobrecoxa sem pele assada (29g): Excelente opção de carne.
- Bife de fígado grelhado (28,5g): Excelente opção de carne.
- Sardinha assada (27g): Excelente opção de peixe
- Salmão assado (26g): Excelente opção de peixe
- Atum enlatado (25,3g): Excelente opção de peixe

Por que considerar o peso da proteína pronta
Índice de cocção dos alimentos
Se você está levando a sério o consumo dos seus alimentos ricos em proteína e usando a balança para garantir as quantidades certas – o que é ótimo! – precisa ficar atento a um detalhe que pode desequilibrar toda a sua conta: o efeito da cocção.
É um erro muito comum pesar o alimento cru, principalmente as carnes, e achar que a contagem de proteína será a mesma após o preparo. Não será!
A regra de ouro: Pese o alimento cozido
O calor (seja do grelhado, do forno ou do cozimento) faz com que a carne perca uma quantidade significativa de água e gordura. Essa perda não é de proteína, mas ela diminui drasticamente a gramatura final do seu alimento.
O que isso significa na prática?
Se você pesar 100g de peito de frango cru e depois grelhá-lo, a peça pronta pesará, em média, algo em torno de 70g a 75g.
Se a sua meta nutricional é consumir 100g de frango na refeição, você não deve medir 100g de frango cru, mas sim 130g a 140g de frango cru para que, após o preparo, ele atinja a gramatura final de 100g.
O percentual de perda por cocção varia (cada alimento tem o seu), mas para simplificar o controle da dieta e garantir que você está realmente ingerindo a quantidade de proteína que planejou, o ideal é:
- Sempre pese a carne (ou qualquer outro alimento) depois de pronta.
Essa simples mudança garante que a sua contagem calórica e de macronutrientes seja precisa, evitando que você consuma menos proteína do que o necessário para alcançar seus objetivos de saúde ou fitness.
Como aplicar isso na prática na sua dieta
Aqui algumas dicas práticas para transformar essa informação em ação no seu blog:
Use tabelas visuais ou calculadoras
Você pode incluir uma tabela resumida (como as que fizemos acima) com alimentos e quantidades para 23 g, facilitando a leitura rápida. Além disso, na internet você encontra muitas calculadoras que informam a quantidade de cada nutriente do alimento. Assim, fica muito mais fácil acompanhar e garantir que você está consumindo a dose certa de proteína por refeição.
Combine grupos de alimentos
Em vez de “uma única fonte”, mostre exemplos de combinações:
- 100 g de frango + 1 ovo = ~ 29-30 g
- 150 g de carne magra + alguma verdura ou legume (apesar de pouco “extra” de proteína)
- No caso vegetal: 150 g de lentilhas + 150 g de quinoa + 50 g de tofu = soma proteica mais eficiente
Qual alimento substitui melhor o whey protein na prática?
Whey Protein como ferramenta, não substituto
Embora seja possível atingir a mesma quantidade de proteína com diferentes alimentos, nem todos são igualmente eficientes na prática. O whey protein se destaca principalmente pela alta absorção, praticidade e concentração. Já os alimentos naturais variam bastante nesses aspectos.
É importante reforçar que o whey protein é uma ferramenta para complementar uma dieta já bem estruturada com alimentos ricos em proteína. Ele facilita o atingimento de metas específicas, otimiza o controle calórico e oferece uma opção rápida de recuperação, mas nunca deve substituir a variedade e os micronutrientes presentes na comida de verdade. Use-o com inteligência e sob orientação, priorizando sempre a qualidade da sua alimentação principal.
Veja um comparativo direto:
– Para praticidade: whey protein ainda é a opção mais rápida e fácil de consumir
– Para custo-benefício: peito de frango e ovos costumam ser as melhores escolhas
– Para dietas vegetarianas: combinações como lentilha + arroz ou tofu são alternativas viáveis
– Para saciedade: alimentos sólidos tendem a ser mais eficientes que o whey
Na prática, a melhor escolha depende do seu objetivo e da sua rotina. Em muitos casos, a combinação entre alimentos e suplementação é a estratégia mais eficiente.
Se a ideia for substituir o whey no dia a dia, alimentos como frango e ovos tendem a ser as opções mais eficientes na maioria dos casos.
Substituir whey protein dá o mesmo resultado?
Em termos de ingestão total de proteína ao longo do dia, sim — é totalmente possível substituir o whey protein por alimentos e ainda assim atingir bons resultados. No entanto, existem algumas diferenças importantes:
– O whey protein tem absorção rápida, sendo especialmente útil no pós-treino
– Alimentos sólidos têm digestão mais lenta, o que pode ser positivo para saciedade
– A praticidade do whey facilita o consumo em rotinas corridas
Ou seja, o resultado depende muito mais do total de proteína ingerido ao longo do dia do que da fonte isolada. Ainda assim, o whey pode ser uma ferramenta estratégica em momentos específicos.
Quando vale a pena usar whey protein?
Apesar de ser possível substituir completamente o whey protein, existem situações em que ele se torna especialmente útil:
– Quando há dificuldade em atingir a meta diária de proteína
– Em rotinas com pouco tempo para preparar refeições
– No pós-treino imediato, pela rápida absorção
– Em dietas com controle calórico mais rigoroso
Nesses casos, o whey funciona como um complemento prático, e não como substituto da alimentação. A base da dieta deve continuar sendo alimentos naturais.
–> Por isso, nutricionistas e profissionais da área costumam recomendar o uso do whey protein como uma ferramenta complementar, especialmente em rotinas mais exigentes.
Qual a melhor forma de substituir o whey protein? (comparativo prático)
| Objetivo | Melhor opção | Por quê |
|---|---|---|
| Praticidade | Whey protein | Rápido, fácil e sem preparo |
| Custo-benefício | Frango / ovos | Alta proteína com baixo custo |
| Dieta vegetariana | Lentilha + arroz / tofu | Complementação de aminoácidos |
| Saciedade | Carne / ovos | Digestão mais lenta |
| Baixa caloria | Frango / peixe | Alta proteína com menos gordura |
Exemplos práticos: como substituir o whey protein no dia a dia
Para facilitar a aplicação, veja alguns exemplos práticos de como atingir cerca de 23g de proteína em diferentes refeições do dia:
Café da manhã:
– 4 ovos grandes = ~24g de proteína
(considerando cerca de 6g por ovo)
Ou pode substituir cada ovo por 25g de mussarela e adicionar iogurte. Assim, não precisa consumir 4 ovos.
Almoço:
– 100g de peito de frango grelhado = ~30g de proteína
(considerando média após preparo)
Jantar:
– 120g de carne bovina magra = ~26g de proteína
Opção vegetariana:
– 200g de lentilha cozida = ~18g de proteína
– 100g de arroz cozido = ~2,5g de proteína
→ Total: ~20-21g de proteína
(pode ser necessário complementar com outra fonte)
Lanche rápido:
– 1 lata de atum (120g drenado) = ~25-28g de proteína
Na prática, pequenas variações são esperadas, já que os valores dependem do preparo e da qualidade dos alimentos. Por isso, o mais importante é manter consistência ao longo do dia, e não buscar precisão absoluta em cada refeição.
Qual é o melhor substituto do whey protein no dia a dia?
Se for preciso escolher apenas uma estratégia, a substituição mais eficiente do whey protein no dia a dia costuma ser o uso de alimentos ricos em proteína e fáceis de preparar, como peito de frango, ovos e carnes magras. Essas opções oferecem alta concentração de proteína, bom custo-benefício e facilidade de inclusão na rotina alimentar.
Para quem segue uma dieta vegetariana, a melhor abordagem é combinar diferentes fontes, como lentilhas, arroz e tofu, para melhorar o perfil de aminoácidos.
Na prática, a escolha ideal não é única — mas sim aquela que você consegue manter com consistência ao longo do tempo.
Erro comum ao substituir o whey protein
Um dos erros mais comuns ao tentar substituir o whey protein é focar apenas na quantidade de proteína e ignorar o contexto da dieta.
Muitas pessoas até conseguem atingir os 23g de proteína com alimentos, mas acabam:
– consumindo calorias em excesso
– aumentando muito o volume de comida
– dificultando a consistência da dieta no longo prazo
Por isso, mais importante do que encontrar um substituto exato é entender como equilibrar praticidade, qualidade da proteína e rotina alimentar.
Conclusão
Entender quanto de alimento equivale a uma dose de whey protein é uma excelente forma de enxergar, na prática, o valor nutricional das suas refeições e ajustar a dieta com consciência. O ponto principal é perceber que não existe uma única fonte ideal: a qualidade da proteína, a forma de preparo e o equilíbrio entre alimentos animais e vegetais fazem toda a diferença no resultado.
Suplementos como o whey protein são práticos e concentrados, mas a comida de verdade continua sendo a base de uma nutrição completa, rica em vitaminas, minerais e fibras. O segredo está em combinar ambas as estratégias com bom senso e planejamento, para atingir suas metas de proteína de forma eficiente, equilibrada e saborosa.
Mais do que encontrar um substituto exato para o whey protein, o mais importante é entender como distribuir a proteína ao longo do dia e escolher fontes que façam sentido para a sua rotina.
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É justamente por vivermos esse universo na prática que compartilhamos conteúdos como este: para inspirar escolhas mais conscientes e contribuir com a sua jornada de bem-estar, dentro e fora dos nossos espaços.
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