Setembro Amarelo: como cuidar da saúde mental no dia a dia

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Falar sobre saúde mental é falar sobre uma parte essencial da vida, mas que nem sempre recebe a mesma atenção que a saúde física. A rotina acelerada, o excesso de compromissos, as cobranças e a dificuldade de encontrar momentos de pausa podem fazer com que o cuidado com a mente fique sempre para depois.

É justamente por isso que o Setembro Amarelo é tão importante. O mês amplia a conversa sobre saúde mental e prevenção do suicídio, ajudando a quebrar tabus e lembrando que pedir ajuda, ouvir e acolher também são formas de cuidado.

Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha a campanha com o tema “Escutar é estar presente”, chamando atenção para a importância de oferecer uma escuta acolhedora a quem pode estar passando por um momento difícil.

Mas cuidar da saúde mental não deve ser uma preocupação apenas de setembro. É algo que pode começar nas escolhas cotidianas, no cuidado com o corpo, na qualidade dos relacionamentos, no descanso e, principalmente, na capacidade de reconhecer quando é necessário procurar ajuda.

Mas como cuidar da saúde mental na prática? Neste artigo vamos ajudar a mostrar que pode ser mais simples do que você imagina. Montamos uma tabela no final do texto que mostra um caminho que pode ajudar.

Silhueta de uma mulher correndo na praia ao pôr do sol, com o horizonte e o céu em tons quentes de rosa e laranja, criando clima de movimento e liberdade.

 

Saúde mental também faz parte do autocuidado

Quando pensamos em autocuidado, é comum imaginar atividades relacionadas ao corpo, à aparência ou ao relaxamento. Mas o conceito é muito mais amplo.

Cuidar da saúde mental também significa prestar atenção ao que estamos sentindo, reconhecer nossos limites, reservar momentos de descanso, manter relações importantes e procurar apoio quando alguma situação parece difícil demais para enfrentar sozinho.

Confira nosso post: Autocuidado deixou de ser luxo? Entenda como esse conceito mudou 

Cuidar de si não precisa significar consumir uma experiência sofisticada. Pequenas escolhas do cotidiano também podem contribuir para uma rotina mais equilibrada.

E existe uma diferença importante: autocuidado pode fazer parte da promoção do bem-estar, mas não substitui acompanhamento profissional quando existe sofrimento psíquico ou uma condição de saúde mental que precisa ser avaliada.

Infográfico em português sobre autocuidado, com ilustração de uma pessoa em estilo cartoon com coração no peito e lista de práticas como terapia, meditar, dormir bem, se exercitar, aprender coisas novas e viajar.
Imagem: Reprodução Internet

 

Cuidar da saúde mental não significa estar sempre bem

Uma ideia importante quando falamos de saúde mental é entender que estar bem não significa sentir apenas emoções positivas. Tristeza, preocupação, frustração, ansiedade diante de determinadas situações e períodos de maior cansaço fazem parte da experiência humana. Ter um dia ruim ou passar por uma fase difícil não significa, por si só, que existe um problema de saúde mental.

O cuidado começa quando conseguimos reconhecer aquilo que estamos vivendo e perceber quando o sofrimento se torna intenso, persistente ou começa a interferir significativamente na rotina.

Nesses momentos, buscar ajuda é uma atitude de cuidado — e não um sinal de fraqueza.

 

Quais hábitos podem contribuir para uma rotina mais equilibrada?

Não existe uma fórmula única para cuidar da saúde mental. Ela é influenciada por diferentes fatores, incluindo aspectos físicos, psicológicos, sociais, ambientais e econômicos.

Ainda assim, algumas atitudes podem fazer parte de uma rotina de cuidado:

  • manter uma alimentação equilibrada;
  • cuidar do sono e dos períodos de descanso;
  • praticar atividades físicas;
  • reservar momentos de lazer;
  • cultivar relações e vínculos importantes;
  • encontrar espaço para atividades prazerosas;
  • estabelecer limites quando necessário;
  • reduzir momentos de excesso de estímulos;
  • procurar ajuda quando perceber que não está conseguindo lidar sozinho com determinada situação.

Essas atitudes não devem ser vistas como tratamento para problemas de saúde mental. São possibilidades de cuidado que podem integrar uma rotina mais equilibrada.

 

Mulher jovem com cabelo crespo usando fones de ouvido coloridos, vestindo suéter laranja e braços cruzados, com expressão calma, em fundo azul claro. autocuidado

 

Atividade física também pode fazer parte do cuidado com a saúde mental

Cuidar do corpo e cuidar da mente não são coisas completamente separadas.

Praticar uma atividade física pode representar um momento de movimento, lazer e conexão consigo mesmo. Para algumas pessoas, a academia, uma caminhada, uma corrida, uma aula ou outro exercício também pode ser uma maneira de criar uma pausa na rotina.

O importante é encontrar uma atividade que seja possível manter e que faça sentido para cada pessoa, sem transformar o exercício em mais uma fonte de cobrança.

 

Descansar também é cuidar da mente

Em uma rotina em que produtividade costuma ser valorizada o tempo todo, descansar pode parecer perda de tempo. Mas uma pausa também pode ser necessária.

Dormir, ficar algumas horas sem compromissos, afastar-se das telas, ler, ouvir música ou simplesmente não fazer nada durante determinado período são formas de criar espaço para desacelerar.

O descanso não precisa ser uma recompensa depois de cumprir todas as obrigações. Ele também pode fazer parte da própria rotina.

Vista superior de um cérebro em 3D vermelho e uma peça azul em forma de pequena garra com haste, sobre fundo rosa, ideia conceitual de saúde mental e funcionamento cognitivo.

 

E onde entram as experiências de bem-estar?

Uma experiência de bem-estar pode ser outra maneira de criar uma pausa intencional. Uma massagem, por exemplo, pode reservar um período específico para relaxamento e cuidado corporal.

Confira nosso post: 22 tipos de massagem: conheça as opções e descubra qual combina com você 

Também é possível escolher experiências mais completas, como um spa, que reúne diferentes possibilidades de cuidado e relaxamento. São possibilidades que podem fazer parte de uma rotina de autocuidado, não tratamentos para problemas de saúde mental.

Mulher sorrindo com roupão de banho e touca de toalha, ao telefone, em um ambiente interno aconchegante após o banho

 

Ter momentos de prazer também importa

Cuidar da mente não precisa significar falar apenas de problemas. Também existe espaço para aquilo que traz prazer e significado para a rotina.

Encontrar amigos, jantar em um lugar de que você gosta, viajar, cozinhar, assistir a um filme, ouvir música ou dedicar tempo a um hobby podem ser maneiras de criar momentos de conexão e satisfação.

Não é preciso transformar cada atividade em uma estratégia de saúde mental. Às vezes, simplesmente fazer algo de que você gosta já é uma forma de sair do modo automático.

 

A importância de manter vínculos

A saúde mental também acontece nas relações. Ter pessoas com quem conversar, compartilhar experiências ou simplesmente estar presente pode fazer diferença, especialmente em períodos difíceis.

E o cuidado não precisa partir apenas de quem está sofrendo. Nós também podemos perceber quando alguém próximo parece diferente e oferecer espaço para uma conversa.

O tema do Setembro Amarelo 2026 reforça justamente essa ideia: escutar é estar presente. O CVV destaca a importância de ouvir com atenção, sem julgamentos, pressa ou respostas prontas.

Às vezes, a pessoa não precisa imediatamente de uma solução. Precisa primeiro perceber que existe alguém disposto a ouvi-la.

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Como cuidar da saúde mental na prática?

Não existe uma única maneira de cuidar da saúde mental. Ela é influenciada por diferentes aspectos da vida, desde a qualidade do sono e da alimentação até os vínculos que mantemos, os momentos de descanso, as atividades que nos dão prazer e a forma como lidamos com as emoções. Algumas atitudes simples podem contribuir para uma rotina mais equilibrada:

 

O que faz parte do cuidado com a saúde mental?Como isso pode contribuir no dia a dia
Dormir bemTer uma rotina de sono adequada ajuda o corpo e a mente a terem momentos de descanso e recuperação.
Manter relações e vínculosCultivar relações de confiança e ter pessoas com quem conversar pode trazer acolhimento, companhia e sensação de pertencimento.
Ter uma boa alimentaçãoManter uma alimentação variada e equilibrada faz parte dos cuidados gerais com o corpo e também da rotina de bem-estar.
Praticar exercícios físicosMovimentar o corpo pode contribuir para o bem-estar, além de proporcionar uma pausa na rotina e momentos de lazer.
Reservar momentos de silêncioFicar alguns minutos sem estímulos externos pode ajudar a desacelerar e perceber melhor pensamentos, sentimentos e necessidades.
Diminuir o excesso de estímulosFazer pausas das redes sociais, notificações e excesso de informação pode ajudar a criar momentos de tranquilidade ao longo do dia.
Escutar músicaOuvir uma música que você gosta pode ser uma forma simples de relaxar, mudar o ritmo do dia ou simplesmente aproveitar um momento prazeroso.
Curtir a própria companhiaEstar sozinho por alguns momentos, de forma intencional, pode ser uma oportunidade para descansar, refletir ou fazer algo de que você gosta.
Ter momentos de bem-estarMassagens, experiências de relaxamento e outras atividades prazerosas podem criar uma pausa na rotina e favorecer momentos de tranquilidade.
Passar algum tempo na naturezaIr a um parque, jardim ou outro lugar de que você goste pode proporcionar uma mudança de ambiente e um momento de contemplação.
Fazer pequenas coisas que trazem prazerLer, assistir a um filme, cozinhar, tomar um café ou dedicar tempo a um hobby são formas de incluir prazer e lazer na rotina.
Permitir-se pequenos mimosFazer as unhas, cuidar do cabelo ou realizar outro cuidado pessoal que faça você se sentir bem pode ser uma maneira de reservar um momento para si.
Tomar o café da manhã com calmaComeçar o dia sem tanta pressa, quando possível, permite fazer uma pausa e evitar que a rotina leve a pessoa a simplesmente ignorar suas próprias necessidades.
Não pular refeições por causa da correriaOrganizar a rotina para manter as refeições pode ajudar a evitar que o excesso de compromissos faça com que os cuidados básicos sejam deixados de lado.
Respirar profundamente e desacelerarEm momentos de tensão, parar por alguns instantes e respirar de forma consciente pode ajudar a criar uma pausa antes de reagir.
Reconhecer o que está sentindoPerceber e nomear emoções pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e quais necessidades podem estar por trás daquele sentimento.
Respeitar os próprios limitesReconhecer que não é possível dar conta de tudo e aprender a dizer não quando necessário também faz parte de uma rotina mais equilibrada.
Fazer pausas durante o diaPequenas interrupções entre tarefas podem ajudar a quebrar o ritmo contínuo de trabalho, compromissos e estímulos.
Desconectar-se antes de dormirReduzir o contato com telas, notícias e redes sociais próximo ao horário de dormir pode ajudar a criar um ambiente mais tranquilo para o descanso.
Ter momentos de lazerDiversão não precisa ser vista como perda de tempo. Atividades prazerosas ajudam a equilibrar uma rotina formada apenas por obrigações.
Manter hobbies e interesses pessoaisTer atividades que não estejam relacionadas ao trabalho ou às responsabilidades pode trazer satisfação e sentido para a rotina.
Encontrar pessoas queridasConversar pessoalmente, sair para um café ou simplesmente passar algum tempo com alguém importante pode fortalecer vínculos.
Conversar quando algo não está bemCompartilhar preocupações com alguém de confiança pode diminuir a sensação de estar enfrentando tudo sozinho.
Aprender a pedir ajudaProcurar apoio quando as dificuldades ficam maiores do que a capacidade de lidar com elas é uma atitude de cuidado, não de fraqueza.
Observar mudanças persistentes no comportamentoAlterações importantes no sono, alimentação, disposição, isolamento ou interesse pelas atividades habituais merecem atenção, especialmente quando persistem.
Levar a ansiedade a sérioSentir ansiedade ocasionalmente faz parte da vida, mas quando ela é intensa, frequente ou começa a interferir na rotina, é importante buscar avaliação profissional.
Não esperar chegar ao limiteO cuidado não precisa começar somente quando o cansaço ou o sofrimento já estão muito intensos. Perceber sinais de sobrecarga antes disso pode ser importante.
Buscar acompanhamento profissional quando necessárioPsicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde podem oferecer avaliação e acompanhamento adequados diante de dificuldades relacionadas à saúde mental.
Evitar enfrentar um sofrimento intenso sozinhoQuando uma pessoa está passando por um momento de sofrimento importante, buscar apoio de pessoas de confiança e de profissionais pode ser fundamental.
Praticar a escutaOuvir alguém com atenção, sem julgamentos ou pressa para oferecer respostas, também é uma forma de cuidado com as relações e com a saúde mental.
Estar presente nas relaçõesNem sempre é preciso encontrar uma solução para o problema de alguém. Às vezes, oferecer presença, atenção e disponibilidade já é significativo.
Encontrar um ritmo possívelUma rotina saudável não precisa ser perfeita. O mais importante é encontrar formas possíveis de equilibrar responsabilidades, descanso, relações e momentos de prazer.

 

Cuidar da saúde mental não significa dar conta de tudo sozinho. Sono, alimentação, atividade física, lazer, relações e momentos de pausa podem fazer parte de uma rotina de bem-estar, mas não substituem acompanhamento profissional quando existe sofrimento intenso ou persistente.”

Infográfico em fundo vermelho com o título “As substâncias da felicidade” e seções mostrando endorfina, oxitocina, serotonina e dopamina, com dicas como exercícios, meditar, tomar sol e completar tarefas.
Imagem: Reprodução Internet

 

Quando o autocuidado não é suficiente?

Essa é uma distinção fundamental.

Descansar, praticar atividade física, fazer uma massagem ou encontrar amigos podem fazer parte de uma rotina de bem-estar. Mas existem situações em que essas atitudes não são suficientes.

Quando há sofrimento intenso, mudanças importantes de comportamento, isolamento, desesperança ou falas relacionadas à morte ou ao suicídio, é importante levar a situação a sério e buscar ajuda.

O Ministério da Saúde ressalta que sinais de alerta não devem ser analisados isoladamente e que não existe uma fórmula capaz de identificar com certeza uma crise suicida. Quando vários sinais aparecem juntos, porém, eles merecem atenção.

 

Pedir ajuda também é autocuidado

Talvez essa seja uma das mensagens mais importantes do Setembro Amarelo. Autocuidado não significa resolver tudo sozinho.

Em alguns momentos, cuidar de si significa conversar com alguém de confiança. Em outros, significa procurar um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde. Em situações de crise, pode ser necessário buscar atendimento de emergência.

No SUS, a pessoa pode procurar serviços como Unidades Básicas de Saúde e CAPS. Em situações de emergência, existem serviços como UPA 24h, pronto-socorro e SAMU 192. O CVV também oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.

Se alguém demonstra estar em risco imediato, a orientação do Ministério da Saúde é não deixar a pessoa sozinha e buscar ajuda profissional ou de emergência.

 

Conclusão
Setembro Amarelo termina, mas o cuidado continua

O mês de setembro ajuda a colocar a saúde mental em evidência, mas cuidar da mente não deveria ser uma preocupação sazonal.

Saúde mental também está nos pequenos momentos de descanso, nos vínculos que cultivamos, na atividade física, na alimentação, no lazer, nas experiências de bem-estar e na capacidade de reconhecer nossos próprios limites.

E está, principalmente, em saber que ninguém precisa enfrentar um momento de sofrimento sozinho.

“Cuidar da saúde mental é também prestar atenção, escutar, acolher e saber quando pedir ajuda.”

Ilustração vetorial de uma mulher abraçando a si mesma com expressão serena, cercada por corações vermelhos e flores pequenas, transmitindo carinho e amor

 

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Na prática, lidamos diariamente com pessoas que buscam melhorar a alimentação, organizar a ingestão de nutrientes e atingir objetivos como ganho de massa muscular, emagrecimento ou mais qualidade de vida. Por isso, temas como consumo adequado de proteína e estratégias para facilitar esse processo fazem parte da rotina dos nossos espaços.

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